Análise de InstagramCada marcador aponta um achado exatamente onde ele mora no perfil, e cada publicação da grade abre com a leitura dela. Nada aqui é opinião solta: tudo saiu do que está publicado. Leitura de 28/09/2026, sobre as 36 publicações mais recentes. O botão no topo alterna entre o perfil como está hoje e uma proposta que só reorganiza o que já existe.

As quatro linhas ("Mozão da Mô", "Pai do Lucca", "Agilista por emoção", "PM & PDM na @upland.me") aparecem por inteiro: o Instagram não aplica o "mais" aqui, nada fica escondido. Metade do trabalho de bio já está feita, e é a metade que costuma dar errado: a mensagem chega completa na primeira olhada.
O que falta é destino. Não há link na bio, e a única saída do perfil é a menção @upland.me, na quarta linha. O assunto que essa quarta linha anuncia aparece em 1 das 36 publicações: a de 28/11/2020, sobre uma participação na pós-graduação da PUC-SP com a plataforma SPARKUP, que fez 7,77%.
Hoje o perfil se apresenta de um jeito e entrega outro, e é o segundo que o público premia. São duas decisões, nenhuma pedindo conteúdo novo: se o perfil é pessoal e é isso que ele quer ser, a quarta linha vira assinatura; se a intenção é que ele também sirva ao trabalho, entra um link apontando para onde Carlos quer ser encontrado. Toque em "Como poderia ficar", no topo, para ver a bio na forma proposta.
O campo traz "Carlos Gonzalez Rodriguez". O Instagram procura em dois campos, o @ e o nome, e nenhum dos dois contém uma palavra do que ele faz. Os termos que ele mesmo escreveu, "Agilista" e "PM & PDM", ficam na terceira e na quarta linha da bio, fora da busca. O perfil também não tem categoria preenchida no cabeçalho.
Com 399 seguidores e 115 publicações, quem chega aqui chega porque já sabe o nome. Não há porta de entrada por assunto. É a correção mais barata do perfil inteiro, porque não depende de publicar nada: é um campo de texto.
A proposta leva para o campo de nome a palavra que já está na bio e preenche a categoria. Assim o nome continua inteiro para quem procura a pessoa, e passa a existir para quem procura o tema. Toque em "Como poderia ficar", no topo.
São oito: SM Milagres- AL, Maragogi- AL, Jalapão - TO, Palmital - SP, Mozão, Running, Campos de Jordão e Gramado - RS. Seis de lugar, um dedicado à esposa e um à corrida. A grade conversa com eles: a capa do vídeo de 06/07/2022 traz a localização "Praia de Burgalhau, Maragogi, Ala...", a de 16/10/2023 traz "San Pedro de Atacama, Chile" e a foto de 12/06/2023 (13,78%) foi feita diante da pedra escrita "Grand Canyon West". Para "Running" também há material publicado: a publicação de 20/12/2020, com #running e #streetrunners (8,02%), e a capa de 12/05/2024, em que duas pessoas seguram medalhas com "12K" na fita.
A barra de destaques é a segunda coisa que alguém lê, e ela é coerente: em cinco segundos quem chega entende que este é o perfil de uma vida a dois que viaja e corre. O problema não é o que está lá, é o que não está: nenhum destaque toca no que a bio declara nas linhas três e quatro, então a promessa profissional morre no cabeçalho.
A correção é de ordem, não de conteúdo: "Mozão" e "Running", os dois com lastro na grade e nas legendas, vão para o começo da barra, à frente dos seis de lugar. Toque em "Como poderia ficar", no topo.
São 36 publicações em 5,96 anos e 13 pausas acima de 60 dias. As três maiores são de 209 dias (16/10/2023 a 12/05/2024), 300 dias (12/05/2024 a 08/03/2025) e 314 dias (12/05/2025 a 22/03/2026). O que veio logo depois de cada uma: 25,31%, 18,80% e 12,03%, as três acima da mediana da casa, que é 9,90%, e a primeira delas é a maior das 36.
Por ano, a curva é clara: 12 publicações em 2020 (a leitura começa em 06/04), 8 em 2021, 8 em 2022, 4 em 2023, 1 em 2024, 2 em 2025 e 1 em 2026. A leitura de 28/09/2026 encontra o perfil em uma pausa de 190 dias desde 22/03/2026, e são 0,06 publicação por semana nas doze mais recentes, menos de uma por mês. A própria legenda de 12/05/2025 registra o hábito: "Você sabe que eu sou bem ruim em rede social então tô atrasado como sempre!".
Este é o dado mais valioso do perfil e o mais fácil de subestimar: o público não se dispersou em nenhuma das pausas, ele esperou. Uma conta que volta depois de quase um ano e entrega 12,03% tem uma audiência que responde por vínculo. Não é preciso ritmo de criador de conteúdo: sair de 1 ou 2 publicações por ano para 1 por mês já multiplica por seis ou por doze o número de vezes em que essa audiência é acionada, com o mesmo formato que entregou 25,31% e 18,80%.
As dez publicações de maior engajamento das 36 são todas imagens, e todas as dez são dedicadas à esposa ou ao casamento: 12/05/2024 (25,31%), 22/12/2021 (21,30%), 12/06/2020 (21,05%), 22/03/2023 (20,55%), 08/03/2025 (18,80%), 18/01/2022 (18,80%), 18/12/2021 (18,55%), 21/02/2021 (17,54%), 18/12/2021 (17,29%) e 12/05/2025 (16,79%). No conjunto, 24 das 36 falam dela ou do casal e medianam 13,78%; as outras 12 medianam 6,77%.
Dentro desse território, o assunto separa ainda mais: marcos do casal (noivado, casamento, lua de mel, aniversário de casamento) são 8 publicações e medianam 17,92%; datas dedicadas a ela (aniversário, dia das mães, dia da mulher, dia dos namorados, dia da enfermagem) são 8 e medianam 15,29%; declarações e cotidiano a dois são 8 e medianam 9,40%. E o resultado não depende de produção de foto: a capa de 08/03/2025, terceira maior da janela com 18,80%, é um registro de câmera doméstica, em preto e branco, com data e hora impressas pelo próprio aparelho.
Este perfil não precisa descobrir o que funciona: já descobriu, e repetiu o resultado em seis anos diferentes. A data marcada com foto e texto longo é o formato mais previsível da casa, entre uma vez e meia e quase duas vezes a mediana do perfil, que é 9,90%. O caminho prático é tratar a data comemorativa como calendário: 08/03, 22/03, 12/05 e 12/06 já renderam publicações acima da mediana e voltam todo ano.
As 29 imagens das 36 medianam 12,03% (de 2,76% a 25,31%); os 7 vídeos medianam 3,76% (de 1,25% a 5,76%), uma diferença de 3,2 vezes. Nas 12 da janela a distância é maior: 16,79% das 7 imagens contra 3,76% dos 5 vídeos. Vídeo é, hoje, o formato em que este público menos responde.
A separação acompanha o texto escrito. As 11 publicações com legenda de 200 caracteres ou mais medianam 13,78%; as 15 legendas curtas, abaixo de 60 caracteres, medianam 9,77%; e as 5 publicações que saíram sem nenhuma legenda medianam 3,76%. Essas cinco são vídeos (16/10/2023, 02/05/2023, 18/09/2022, 27/07/2022 e 25/06/2022), um sexto traz só hashtags (06/07/2022) e o sétimo, uma pergunta de quatro palavras mais hashtags (29/06/2022). As cinco publicações das 36 que não receberam nenhum comentário são todas vídeo.
Texto na tela esses vídeos têm: as cinco capas da janela são registros de story, três com o cabeçalho de repostagem de @mo_oscalices e duas com o @mo_oscalices escrito na própria imagem. Ou seja, a esposa aparece marcada na imagem dos cinco e em nenhuma legenda deles. O que falta não é tela, é legenda.
Nenhum vídeo novo é necessário para testar isso: basta que o próximo saia com a mesma legenda que Carlos já escreve nas fotos. Os textos de 08/03/2025 e de 12/05/2024 são o modelo pronto, e o @mo_oscalices que já está na capa passa para a legenda, onde vira marcação de verdade.
Este perfil já tem o que a maioria não consegue comprar: uma audiência que responde. São 9,90% de engajamento mediano por publicação, contra 0,30% da mediana do Instagram, e as 36 publicações da leitura estão acima dessa régua, da maior (25,31%, em 12/05/2024) à menor (1,25%, em 29/06/2022). A conversa acompanha: 11,5 comentários a cada 100 curtidas, com 166 comentários para 1.440 curtidas. E o território é nítido, escrito por ele mesmo há quase seis anos: 24 das 36 publicações falam da esposa, do casamento e da família, e são elas que medianam 13,78%, contra 6,77% de todo o resto. As dez publicações mais fortes das 36 são, todas as dez, imagens dedicadas a ela ou ao casal. No comparativo de perfis de produto e agilidade medidos no mesmo dia e pelo mesmo método, no bloco 06, a maior mediana entre as referências é de 2,90%: os 9,90% daqui são 3,41 vezes esse número, com uma base de 399 seguidores que se conhecem de perto.
O que falta é volume e destino. São 0,06 publicação por semana nas doze mais recentes, menos de uma por mês, com 13 pausas acima de 60 dias e apenas 4 publicações de 2024 para cá. Há também uma promessa sem continuação: a bio diz "PM & PDM na @upland.me" e "Agilista por emoção", mas esse assunto aparece em 1 das 36 publicações (28/11/2020, 7,77%), não há link na bio, o campo de nome traz só o nome e nenhum dos oito destaques leva a esse tema. E há um formato que chega sem legenda: os 7 vídeos medianam 3,76% contra 12,03% das 29 imagens, cinco deles sem uma linha escrita, e as cinco publicações das 36 que não receberam nenhum comentário são todas vídeo.
O caminho já está provado dentro do próprio perfil. Foto com texto longo e data que significa alguma coisa: as 11 legendas de 200 caracteres ou mais medianam 13,78%, e as quatro publicações mais recentes, todas imagens, medianam 17,79%. E a audiência não cobra frequência para responder: depois das três maiores pausas do período, de 209, 300 e 314 dias, as publicações que vieram fizeram 25,31%, 18,80% e 12,03%, todas acima da mediana da casa. Ou seja, cada publicação a mais é resultado a mais, sem nada para recuperar antes. Doze publicações por ano, no formato que ele já domina, com o cabeçalho arrumado e um destino na bio: é disso que este perfil precisa.
O assunto e o formato. Foto com texto em data que significa alguma coisa: as 11 legendas de 200 caracteres ou mais medianam 13,78%, e as dez publicações mais fortes das 36 são todas imagens dedicadas a ela ou ao casal.
Volume e destino: 0,06 publicação por semana nas doze mais recentes, campo de nome só com o nome, nenhum link na bio e a linha profissional com 1 publicação em 36.
Fixar as quatro datas que já renderam acima da mediana (08/03, 22/03, 12/05 e 12/06), dar legenda a todo vídeo e subir de 1 ou 2 publicações por ano para 1 por mês.
Carlos tem um perfil pequeno em número e alto em resposta: 399 seguidores e 9,90% de engajamento mediano nas 36 publicações da leitura, com todas elas acima da régua de 0,30% do Instagram. O que ainda não está resolvido é o cabeçalho, que não diz o que ele faz nem para onde levar quem chega, e o ritmo, hoje em 0,06 publicação por semana nas doze mais recentes.
As barras seguem a ordem da grade, da mais recente para a mais antiga. Dentro de cada quadro, as linhas vão do maior para o menor engajamento. Cada barra e cada linha abrem a publicação com a legenda inteira. A janela das doze vai de 06/07/2022 a 22/03/2026 e tem mediana de 10,53%.
As doze estão acima da régua de 0,30% da mediana do Instagram, sem exceção. A maior é a de 12/05/2024, com 25,31%, e as três menores são a de 18/09/2022 (3,26%) e as de 27/07/2022 e 06/07/2022 (3,76% cada), todas ainda mais de dez vezes a régua de mercado. O desenho da janela é nítido: as seis acima da mediana são todas imagens com texto escrito, e as cinco publicações em vídeo ocupam a parte de baixo junto com uma imagem de legenda curta.






As seis têm a mesma receita: imagem, uma data que significa alguma coisa e texto escrito para ela. É o mesmo padrão que o achado 1 encontra nas 36, em que as dez publicações mais fortes são todas imagens dedicadas a ela ou ao casal, e o mesmo que o achado 2 mede pelo tamanho da legenda (13,78% de mediana nas legendas de 200 caracteres ou mais). Repare que nenhuma delas depende de foto produzida: a de 08/03/2025 é um registro de câmera doméstica e fez 18,80%. A regra prática: a data no calendário mais uma foto simples mais o texto que Carlos já sabe escrever.






Cinco das seis são vídeo, que é hoje o formato em que este público menos responde: 3,76% de mediana contra 12,03% das imagens nas 36, segundo o achado 2. E a diferença não está na tela, porque as cinco capas têm texto na imagem (adesivo de localização, adesivo de música, frases de story e o @mo_oscalices escrito). A diferença está na legenda: quatro destas seis saíram sem uma linha escrita e uma saiu só com hashtags. Some-se a isso o que as 36 mostram: desde 25/08/2021 nenhuma publicação marca alguém na legenda, e o @mo_oscalices aparece nas cinco capas e em nenhuma legenda delas. A regra prática: nenhum vídeo sai sem a legenda que ele já escreve nas fotos, e quem aparece vai marcado na legenda, não só na imagem.
No Instagram, a primeira linha da legenda é a única que aparece inteira antes do "mais". Classificamos a primeira linha das 36 publicações da leitura em seis tipos de abertura e calculamos a mediana de engajamento de cada um. O resultado é nítido: a abertura que nomeia uma data entrega 18,80% de mediana, quase o dobro dos 9,90% do perfil, enquanto a publicação que chega sem nenhuma primeira linha mediana 3,76%. É a mesma pessoa, o mesmo público e a mesma base de 399 seguidores: o que muda é como a legenda começa.
18,80% de mediana em 6 publicações, o tipo de abertura mais forte das 36, com a maior do período dentro dele: 12/05/2024, 25,31%.
"Hoje é dia das mães."
Quatro palavras, ponto final, linha própria (12/05/2024, 25,31%). Em 22/03/2023 é "Hoje é seu dia!" (20,55%) e em 22/03/2026, "Feliz Aniversário meu amor!" (12,03%). O leitor sabe do que se trata antes do corte do "mais".
"Hoje é o primeiro de muitos em que você experimenta essa nova você."
A segunda linha desloca a efeméride para a pessoa. É o que separa 12/05/2024 (25,31%) de uma saudação de data genérica: o calendário é só a porta.
"Você que já tem tantas versões: corredora, esposa, gata, praia torrada de sol, gata em lua de mel, boba, gata de frio, gata chique… e agora mãe!"
Em vez de um elogio, oito itens que só quem viveu aquilo consegue escrever. Em 08/03/2025 (18,80%) o mesmo recurso aparece em forma de enumeração de papéis, e essa é a maior legenda das 36, com 471 caracteres.
Quatro das 6 publicações deste molde estão entre as 11 legendas de 200 caracteres ou mais, que medianam 13,78%. Neste perfil, escrever mais não afasta ninguém.
"Eu te amo demais minha pessoa"
A legenda termina endereçada, em segunda pessoa. "Te amo" aparece em 13 das 36 legendas, e o tratamento direto é a assinatura da casa.
Só uma das 6 marca alguém na legenda, a de 12/06/2021 (13,78%). Desde 25/08/2021, as 21 publicações mais recentes não trazem marcação no texto, e marcar é o caminho gratuito de alcance novo que este molde não está usando.
9,77% de mediana em 8 publicações, e o mais valioso dos dois: não depende de data no calendário, então cabe em qualquer semana. É dele que saem 21,05% (12/06/2020), 17,54% (21/02/2021) e 16,79% (12/05/2025).
"Aquela viagem, aquela maldita viagem..."
12/06/2020, 21,05%. A frase não explica nada e por isso obriga a abrir o "mais". É o gancho mais eficiente deste molde.
"Carlos, para de brincadeira. Eu não quero te pegar"
A fala de outra pessoa entra no texto como cena. Em 21/02/2021 (17,54%) o mesmo recurso aparece: "Saímos de 'Não vamos fazer nada' para 'E se dividíssemos em 4 partes?' Em questão 3 dias!"
"Virou minha namorada; Mudei pra São Paulo; Bagunçou minha vida toda!"
Três linhas em escada. Em 11/08/2020 a mesma estrutura se repete com "Dois anos que..." em três linhas seguidas, e a quarta retomando a expressão em "Dá uns meses e serão dois anos que se tornou a mulher da minha vida!!!".
"Você sabe que eu sou bem ruim em rede social então tô atrasado como sempre!"
12/05/2025, 16,79%. Em 12/05/2021 (11,53%) é "A foto não é das melhores, mas o sentimento de orgulho é gigante!" Admitir a imperfeição antes que o leitor repare é o que faz a cena soar verdadeira.
"E a partir de hoje, minha noiva"
O anúncio do noivado chega na última linha, depois da história inteira. Essa publicação tem 17 comentários, o maior número absoluto das 36, e a segunda maior taxa de conversa: 25,4 por 100 curtidas.
Nenhuma das 8 termina com pergunta. A cena é contada e fecha em si mesma, e o perfil que tem 11,5 comentários por 100 curtidas nunca pediu o comentário uma única vez.
10,28% de mediana em 5 publicações, acima dos 9,90% do perfil. Abre descrevendo quem ela é: "Ela é minha companheira de todos os momentos, lugares, condições e situações" (12/06/2023, 13,78%). Rende quando a descrição é específica. Em 04/07/2020 (15,29%) a mesma atenção a ela cabe em uma linha: "Pra registrar o quanto te amo e te acho gata".
9,40% de mediana em 8 publicações. São legendas de uma linha: "Sr Oscalices e Sra Gonzalez" (22/12/2021, 21,30%) e "Lua de mel start" (24/12/2021, 13,03%) mostram que a etiqueta funciona quando a data é um marco; nas outras seis ela fica entre 1,25% e 10,03%. É a abertura mais usada junto com a cena narrada, e a que mais varia.
3,76% de mediana em 5 publicações, todas vídeo, todas sem uma palavra escrita na legenda. É a abertura em que este público menos responde, e a distância é grande: 3,76% contra 18,80% do molde 1. Vale lembrar que elas não chegam sem texto, chegam sem legenda.
Falta o sexto tipo: 4 publicações abrem só com hashtag e medianam 10,65%. O número engana, porque duas delas são as do dia do casamento, 18/12/2021, com 18,55% e 17,29%. As outras duas, 02/06/2020 e 06/07/2022, ficam em 4,01% e 3,76%. Quem sustentou o resultado foi o dia, não a hashtag.
A primeira linha precisa entregar uma data que significa alguma coisa ou uma cena que ainda não terminou. Quando entrega a data, o resultado é o mais estável das 36: 6 publicações, mediana de 18,80% e nenhuma abaixo de 12,03%. Quando entrega a cena, o resultado é o mais alto em potencial e o mais variável: de 21,05% em 12/06/2020 a 2,76% em 06/04/2020.
O que separa uma ponta da outra dentro do molde 2 é sempre a mesma coisa: a cena precisa levar a algum lugar. Em 12/06/2020 ela termina em noivado (21,05%) e em 21/02/2021, em uma comemoração dividida em quatro partes (17,54%). Em 11/08/2020 (4,76%) e 06/04/2020 (2,76%) a cena é contada sem chegar a um marco. Mesma pessoa, mesmo público, mesma forma de escrever: a diferença é o destino da história.
E há um dado que atravessa os dois moldes: as 11 legendas de 200 caracteres ou mais medianam 13,78%, contra 9,77% das 15 legendas abaixo de 60 caracteres. Carlos já sabe escrever texto longo, e o público dele lê.
Das 36 publicações da leitura, 7 são vídeo. Ouvimos o áudio de todas: 3 têm fala transcrita, 4 não têm fala e nenhuma ficou sem transcrição. Nos três com fala, o que existe são trechos curtos de áudio, e não uma narração de Carlos apresentando o que está sendo mostrado. Ou seja: o perfil que escreve as melhores legendas das 36 ainda não levou esse texto para o áudio dos vídeos. Este módulo mostra o que há hoje nesses áudios e o que já está pronto para virar fala.
"Se inscreva no canal e ative o sininho para receber notificações de novos vídeos." (trecho do áudio do vídeo, e não uma fala de Carlos)
Por que isso importa: o áudio é um trecho curto de som, e não uma narração sobre o que está sendo mostrado. A capa é um registro de story repostado de @mo_oscalices, com duas pessoas em uma estrada no meio do deserto, o adesivo de localização "San Pedro de Atacama, Chile" e o "@carlosagrf" escrito na imagem. O lugar está na tela; a legenda está vazia. Este é o vídeo mais recente das 36, de 16/10/2023, e o mais forte dos 3 com fala, com 5,26%, ainda assim distante dos 12,03% que as 29 imagens medianam.
"Keep it going, yeah!" (trecho do áudio que acompanha o vídeo)
Por que isso importa: a capa traz "@mo_oscalices" escrito na imagem e, em letras grandes, a frase "Amo ao infinito e além !" com um coração. É exatamente o tipo de declaração que, escrita em legenda, sustenta os 13,78% das 24 publicações dedicadas a ela e ao casal. Aqui ela ficou só na tela, sem uma linha de texto embaixo, e a publicação marcou 3,76% e nenhum comentário.
Há fala no áudio, mas o trecho é curto e chegou com a grafia comprometida: não dá para citar nenhuma frase com segurança, e nada nele apresenta o que está sendo mostrado.
Por que isso importa: a capa é outro story repostado de @mo_oscalices, com "@carlosagrf" escrito na imagem, uma pista com guarda-corpo sobre um rio e a frase "Mais cerrado pra conta" aplicada sobre a foto. A ideia, o tom e até a piada já estão prontos na tela. A legenda, de novo, não existe, e esta é a menor das 36 entre as publicações com capa disponível dentro da janela, com 3,26%.
São 02/05/2023 (5,76%), 06/07/2022 (3,76%), 25/06/2022 (3,51%) e 29/06/2022 (1,25%). O áudio deles não traz fala reconhecível, o que é uma escolha legítima de formato: um deles traz o adesivo de localização "Praia de Burgalhau, Maragogi, Ala...", que já entrega o destino na imagem. Dois destes quatro têm legenda, e as duas são curtas: "Qual a próxima parada?" (29/06/2022) e uma linha só de hashtags de lua de mel (06/07/2022). Somando os dois grupos, os 7 vídeos medianam 3,76%, contra 12,03% das 29 imagens: é o formato em que este público menos responde, e é também o único em que Carlos não escreve.
Os três áudios com fala não carregam uma pauta, mas as capas carregam. "Amo ao infinito e além !", "Mais cerrado pra conta" e "San Pedro de Atacama, Chile" são texto pronto, já escrito e aplicado na imagem, que nunca desceu para a legenda. Essas cinco capas de vídeo da janela trazem @mo_oscalices escrito na imagem, e nenhuma delas marca ninguém na legenda.
A comparação é direta e está dentro do próprio perfil: as 5 publicações sem nenhuma legenda medianam 3,76% e são todas vídeo, enquanto as 11 legendas de 200 caracteres ou mais medianam 13,78%. A mesma viagem que virou vídeo sem texto poderia ter recebido o tratamento que Carlos deu a 12/06/2023 (13,78%), onde ele escreve "Não importante se é um: 'vou ter que trabalhar até mais tarde novamente' ou 'Vou viajar a trabalho, quer ir?'. A constante é sempre nós dois juntos."
O caminho mais curto é este: todo vídeo ganha legenda, e a legenda usa o texto que já está na tela como primeira linha. E, se um dia a voz entrar, o roteiro já existe há quase seis anos, escrito em 31 legendas.
Antes de olhar o perfil, vale olhar o campo. Quatro números públicos dimensionam o terreno em que um profissional de produto digital é procurado, pago e lembrado no Brasil.
O país fechou 2025 com 41.613 empresas atuando em software e serviços. O setor financeiro é o maior comprador, com 25,41%, seguido de serviços e telecomunicações (24,3%) e indústria (19,5%).
É o tamanho do campo em que a gestão de produto digital acontece: mais de 41 mil empresas construindo software, todas precisando de gente que saiba conduzir produto. É investimento das empresas compradoras, não faturamento de uma delas. ABES e IDC, Estudo Mercado Brasileiro de Software, Panorama e Tendências 2026, dados de 2025.
Alta de 9,89% sobre os R$ 13.086,76 de 2024, acima da média geral da área de produto, que ficou em R$ 12.565,10. Pesquisa autodeclarada, com mais de 2 mil respondentes e concentração no Sudeste.
Mostra quanto o mercado paga pela função que Carlos exerce e que essa remuneração subiu quase 10% em um ano, acima da média da área. PM3, Panorama do Mercado de Produto: Salários 2025-2026, referente a 2025.
São 23 mil em TIC tradicional, 8,2 mil em TI dentro das empresas e 2,3 mil em telecomunicações, com o setor fechando o ano em 2,15 milhões de trabalhadores formais, alta anual de 1,6%.
A contratação em tecnologia continua positiva, mas em ritmo modesto: quem já é lembrado antes de a vaga abrir larga na frente. Brasscom, perspectivas do mercado de trabalho do macrossetor de TIC, 2026.
Equivale a 82,8% do público elegível de 13 anos ou mais, num país com 150 milhões de identidades ativas em redes sociais.
Quase sete em cada dez brasileiros estão ao alcance do Instagram, o que torna a rede um lugar plausível para um profissional de produto ser encontrado e reconhecido fora do ambiente de trabalho. DataReportal com We Are Social e Meltwater, Digital 2026: Brazil, dados de 2025.
Produto não é um mercado de vitrine, é um mercado de reputação. As 41 mil empresas de software não compram serviço numa prateleira: elas chamam nomes que já conhecem, e quem já é lembrado quando a vaga aparece larga na frente. Com uma projeção de saldo de 33 mil vagas formais em 2026, o funil é grande o suficiente para caber muita gente e disputado o suficiente para premiar quem tem lastro público.
É aí que o Instagram entra para alguém que se apresenta como "Agilista por emoção" e "PM & PDM na @upland.me": com alcance de 147 milhões de pessoas no país, ele é um lugar plausível para ser encontrado por colegas, líderes e recrutadores da mesma área. O perfil de Carlos tem 9,90% de engajamento mediano por publicação, 33 vezes a mediana do Instagram: numa base de 399 seguidores, a parte difícil, que é ter gente que responde, já está resolvida. O que ainda não existe na grade é a ligação entre essa audiência e o campo profissional que a bio anuncia.
Comparamos o perfil de Carlos com perfis pessoais de brasileiros que fazem o mesmo trabalho que ele, gestão de produto digital e agilidade, conferidos um a um quanto à identidade, ao nicho e à reputação: duas referências maiores da categoria e seis pares, sem empresas, sem escolas, sem perfis temáticos sem pessoa identificada e sem ninguém com vínculo de negócio com ele. Todos medidos no mesmo dia e pelo mesmo critério: curtidas mais comentários sobre seguidores exatos, por publicação, mediana das 36 publicações mais recentes de cada perfil.
| Perfil | Seguidores | Publicações | Engajamento mediano | Selo |
|---|---|---|---|---|
| @diariodeumpo product manager e mentora | 11.978 | 545 | 1,06% | sim |
| @paulinhochiodi product manager e comunicador | 11.068 | 543 | 0,11% | não |
| @paulocaroli agilista, autor e consultor | 10.817 | 447 | 0,09% | não |
| @arthurklose líder de produto e formador | 4.629 | 1.650 | 1,90% | sim |
| @horaciopsoares gestão de produtos e UX | 2.548 | 476 | 2,90% | não |
| @italo_bill1988 gestor de produtos e times ágeis | 2.150 | 1.616 | 1,07% | não |
| @realfabiocruz especialista em agilidade e produto | 1.673 | 850 | 0,54% | não |
| @diegoeis líder de produtos digitais | 1.491 | 521 | 0,27% | não |
| @carlosagrf este perfil | 399 | 115 | 9,90% | não |
| Mediana de perfis pessoais de 1 mil a 10 mil seguidores, 2026 | · | · | 1,78% | · |
| Mediana do Instagram, todos os setores, 2026 | · | · | 0,30% | · |
Coleta pública de 28/09/2026, mesmo método aplicado aos nove perfis: curtidas mais comentários sobre seguidores exatos, por publicação, mediana das 36 publicações mais recentes de cada perfil. Seguidores exatos lidos no contador da página, já que o resumo público arredonda.
Com 9,90%, o perfil fica à frente dos oito outros perfis da mesma área medidos no mesmo dia. A mediana desses oito é 0,80%: a diferença é de 12,38 vezes.
Com 399 seguidores, a base é pequena e próxima, e isso ajuda o percentual. Ainda assim, o número diz que quem segue responde.
A mediana de perfis pessoais dessa faixa em 2026 é 1,78%, e a mediana do Instagram em todos os setores é 0,30%. Carlos está 5,56 vezes acima da primeira e 33 vezes acima da segunda.
Seis dos oito perfis medidos ficam abaixo de 1,78%, e três deles abaixo de 0,30%. A régua da faixa não é fácil de bater nem para quem tem dez vezes mais audiência.
É a de @horaciopsoares, gestão de produtos e UX, com 2.548 seguidores, 6,39 vezes a base de Carlos. Em seguida vêm @arthurklose, líder de produto e formador, com 1,90% em 4.629 seguidores, e @diariodeumpo, product manager e mentora, com 1,06% em 11.978 seguidores.
O perfil de porte mais próximo do de Carlos é @diegoeis, líder de produtos digitais, com 1.491 seguidores, 3,74 vezes a base dele, e mediana de 0,27%.
Primeiro: a taxa de conversa do perfil de Carlos é a mais alta da mesa, e não por pouco. São 9,90% contra uma mediana de 0,80% entre os oito perfis de referência, todos com mais seguidores que ele, de 1.491 a 11.978. Tamanho de audiência, nessa amostra, não está explicando engajamento: dois dos três maiores perfis medidos, @paulinhochiodi e @paulocaroli, com 11.068 e 10.817 seguidores, ficam em 0,11% e 0,09%.
Segundo: a categoria tem espaço. Só três dos nove perfis medidos, incluindo o de Carlos, passam da régua de 1,78% da faixa de 1 mil a 10 mil seguidores. São todas referências sérias do mercado brasileiro de produto e agilidade, gente que publica com regularidade muito maior que a dele: @paulinhochiodi acumula 543 publicações, @paulocaroli 447, @arthurklose 1.650, contra 115 no perfil de Carlos. Ou seja, o que falta aqui é volume, não resposta do público.
Terceiro, os limites. A janela de 36 publicações não cobre o mesmo tempo em todos: nos outros perfis ela vai de cerca de três meses a pouco mais de dois anos, e no de Carlos cobre cerca de seis anos, de 06/04/2020 a 22/03/2026. Isso significa que o número dele é um retrato de uma trajetória longa, e o dos outros, do momento atual. Além disso, a medida é mediana e não média, publicações com curtidas ocultas ficaram fora das medianas em quatro perfis (2 em @diariodeumpo, 33 em @paulinhochiodi, 23 em @arthurklose e 1 em @diegoeis), e a comparação é de taxa sobre seguidores, que naturalmente favorece bases menores. Com todas essas ressalvas, a leitura continua de pé: o perfil de Carlos converte audiência em conversa melhor do que qualquer um dos oito de referência, e o que está em aberto é ocupar com regularidade o tema profissional que a bio já anuncia.
Das 36 publicações da leitura, 29 são imagem e 7 são vídeo. A coleta não identificou carrossel nenhum. As imagens medianam 12,03% de engajamento (de 2,76% a 25,31%) e os vídeos, 3,76% (de 1,25% a 5,76%): uma distância de 3,2 vezes entre os dois formatos.
Nas 12 mais recentes o desenho se repete: 7 imagens com mediana de 16,79% e 5 vídeos com 3,76%. O último vídeo é de 16/10/2023, e as quatro publicações desde então (12/05/2024, 08/03/2025, 12/05/2025 e 22/03/2026) são todas imagens.
O vídeo é, aqui, o formato em que este público menos responde. E há uma explicação de conteúdo antes da explicação de formato: cinco dos sete vídeos chegam sem legenda nenhuma, e as publicações sem legenda medianam 3,76%. Não é o vídeo que decide, é o assunto e a história escrita ao lado dele.
As 36 publicações cobrem de 06/04/2020 a 22/03/2026, ou 2.176 dias: 0,12 publicação por semana no conjunto e 0,06 nas 12 mais recentes. Por ano: 12 em 2020 (mediana 8,52%, e a leitura começa em 06/04), 8 em 2021 (15,54%), 8 em 2022 (3,76%), 4 em 2023 (9,77%), 1 em 2024 (25,31%), 2 em 2025 (17,79%) e 1 em 2026 (12,03%).
São 13 pausas acima de 60 dias. As três maiores: 209 dias entre 16/10/2023 e 12/05/2024, 300 dias entre 12/05/2024 e 08/03/2025 e 314 dias entre 12/05/2025 e 22/03/2026. As outras dez: 63 dias (20/12/2020 a 21/02/2021), 80 (21/02 a 12/05/2021), 74 (12/06 a 25/08/2021), 115 (25/08 a 18/12/2021), 88 (18/01 a 16/04/2022), 70 (16/04 a 25/06/2022), 91 (18/09 a 18/12/2022), 94 (18/12/2022 a 22/03/2023), 126 (12/06 a 16/10/2023) e 65 (08/03 a 12/05/2025). Na leitura de 28/09/2026, o perfil está em pausa desde 22/03/2026, 190 dias.
A retomada das três maiores pausas rendeu 25,31%, 18,80% e 12,03%, todas acima da mediana de 9,90%: quando Carlos volta, o público volta com ele. A pausa não cobra juros neste perfil. O que a pausa cobra é volume: com 0,06 publicação por semana nas 12 mais recentes, um ano inteiro cabe em duas publicações.
Só 3 das 36 marcam alguém na legenda: 12/06/2021 e 21/02/2021 marcam @mo_oscalices, e 28/11/2020 marca @bruna.biason e @neynetobass. Desde 25/08/2021, as 21 publicações mais recentes não marcam ninguém, embora as cinco capas de vídeo da janela tragam @mo_oscalices escrito na própria imagem, três delas no cabeçalho de repostagem de story.
Hashtag aparece em 12 das 36, com 28 tags distintas e nenhuma acima de duas aparições (#trip e #casoriocarlosemonica lideram com 2 cada). A última publicação com hashtag é de 18/12/2022: nas 8 mais recentes não há nenhuma.
Com 3 casos, não há como ligar marcação a engajamento, e as duas que marcam @mo_oscalices ficam em 13,78% e 17,54%, acima da mediana. Horário e dia da semana também não separam nada aqui: manhã mediana 15,29%, tarde 8,65% e noite 9,77%, mas comparando só as imagens a diferença some (manhã 15,29%, noite 14,66%, tarde 8,90%); fim de semana soma 18 publicações e 10,15% contra 18 em dias úteis e 8,77%. Diferença pequena e com poucas publicações por dia: não serve como regra.
Não existe dado demográfico do público nesta leitura: a coleta traz curtidas e comentários, e não traz alcance, visitas ao perfil nem perfil de seguidor. A leitura abaixo é feita pelo que o perfil publica, por quem ele marca e pelo que a bio oferece.
Em ordem de retorno sobre esforço. As quatro primeiras não pedem produção nova: são campos de texto, ordem de destaques e calendário, e podem ser resolvidas em uma tarde.
Três dos seis achados se resolvem no cabeçalho e um quarto é só calendário, sem produção nova. O que pede trabalho novo é o volume, e é ele que muda o resultado.
Indicador: a primeira publicação depois da pausa de 190 dias mantendo a mediana da casa, 9,90%, como piso.
Indicador: 1 publicação por mês entregue e a conversa em torno de 11,5 comentários por 100 curtidas ou acima.
Indicador: ritmo mensal mantido por três meses, mediana das novas publicações acima de 9,90% e o tema profissional saindo de 1 publicação em 36.
Análise de Instagram de Carlos Gonzalez Rodriguez · Nobox Group · leitura de 28/09/2026.
Os números vieram do que está publicado no perfil, em coleta pública. Nenhum dado privado de conta foi acessado.